«Sou uma figura de romance por escrever, passando aérea, e desfeita sem ter sido, entre os sonhos de quem me não soube completar.» Bernardo Soares
segunda-feira, 26 de agosto de 2019
domingo, 25 de agosto de 2019
sexta-feira, 23 de agosto de 2019
Leituras - 105
"Doro casou-se e deixou Turim por Génova. Há muito que não vê o seu melhor amigo, um professor que ficou na sua aldeia natal. Um dia de Verão, de repente, Doro parte para o campo. Tenta convencer-se um dia de que essa visita é mero fruto de saudosismo, mas essa desculpa não engana o seu velho amigo. Juntos visitam os lugares da sua infância e tentam ambos, à sua maneira, escavar os escombros daquela taciturna evasão em busca de um drama íntimo. Intrigado pela inquietude do amigo, o professor volta com ele para junto do mar, investigando continuamente a raiz do que atormenta Doro, sobretudo depois de conhecer a sua mulher, Clelia, uma mulher fascinante. Talvez demasiado fascinante para que o seu casamento tenha sucesso. Um romance intenso e melancólico sobre os sentimentos misteriosos e ambíguos que deixam o ser humano desarmado e só face ao seu destino inevitável."
quarta-feira, 21 de agosto de 2019
Quatorze versos
Foto de Alexandre Delgado O'Neill
O primeiro é assim: fica de parte.
No segundo já posso prometer
que no terceiro vai haver mais arte.
Mas afinal não houve… Que fazer?
Melhor será calar, pois que dizer
nem no sexto conseguirei destarte.
Os acentos errados é favor não ver;
nem os versos errados, que também sei hacer…
Ó nono verso porque vais embora
sem que eu te sublime neste décimo?
Ao décimo-primeiro dediquei uma hora.
Errei-o. Mas que importa se a poesia,
mesmo que o não errasse, já não vinha?
É este o último e, como os outros, péssimo…
Alexandre O'Neill
domingo, 18 de agosto de 2019
Leituras - 104
sábado, 17 de agosto de 2019
17 de agosto de 1919. O dia em que a nova do Jazz chegou à capital do Fado
Sobre a primeira notícia sobre jazz publicada em Portugal.
quarta-feira, 14 de agosto de 2019
segunda-feira, 12 de agosto de 2019
Fábula da fábula
Era uma vez
Uma fábula famosa,
Alimentícia
E moralizadora,
Que, em verso e prosa,
Toda a gente
Inteligente,
Prudente
E sabedora
Repetia
Aos filhos,
Aos netos
E aos bisnetos.
À base duns insectos,
De que não vale a pena fixar o nome,
A fábula garantia
Que quem cantava
Morria
De fome.
E realmente…
Simplesmente,
Enquanto a fábula contava,
Um demónio secreto segredava
Ao ouvido secreto
De cada criatura
Que quem não cantava
Morria de fartura.
Miguel Torga
domingo, 11 de agosto de 2019
quarta-feira, 7 de agosto de 2019
domingo, 4 de agosto de 2019
Leituras - 103
"Southern California pop of the '70s... Glen Canpbell, Jimmy Webb, Burt Bacarach... it gave me sonething to hook an album around."
Bruce Springsteen
quinta-feira, 1 de agosto de 2019
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