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sexta-feira, 15 de abril de 2016

PESOS & MEDIDAS

Anda toda a gente excitada com o facto do primeiro-ministro ter contratado um advogado, Diogo Lacerda Machado, como consultor especial. Por dois mil euros brutos, Machado presta serviços de consultadoria estratégica e jurídica em assuntos de elevada complexidade e especialização, incluindo pareceres jurídicos relativos a assuntos indicados pelo gabinete do PM. Machado já interveio na TAP e no BPI. Adiante. Como a memória é curta, lembrar que Passos Coelho também teve um consultor especial para monitorizar as privatizações, a reestruturação do sector empresarial do Estado e as PPP. Chamava-se António Borges e recebia 25 mil euros por mês. Questionado sobre o montante, Borges argumentou que trabalhava com uma equipa de quatro pessoas com quem dividia a verba. O contrato durou até à sua morte em Setembro de 2013.

Eduardo Pitta no seu blogue daliteratura.blogspot.com

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

António Costa e o Natal: resposta ao jornal I

Senhor Director,

Relativamente ao título de 1.ª página do jornal “I” de hoje (29.12.2014), segundo o qual “António Costa passou o Natal a 30 km de Évora mas não foi ver Sócrates”, acentuando-se no sub-título que “o certo é que, apesar de ter passado a consoada em Montemor-o-Novo, no Alentejo, nem por isso visitou o ex-primeiro ministro”, permita-me V. Ex.ª o seguinte desabafo: 
Como é costume desde que me conheço, passei a última consoada com a minha família mais próxima, do lado paterno. 
Dessa família faz parte um sobrinho, filho da minha irmã, chamado António Costa, que é Secretário-Geral do PS. 
Por mera coincidência, a dita consoada foi passada em casa dele. 
Não duvidei, nem por um momento, que o  dono da casa fosse o meu referido sobrinho: desde a aparência física, ao tom de voz, passando pelo óbvio conhecimento das pequenas histórias familiares que sempre se relembram nestas ocasiões, tudo indicava tratar-se dele. 
Daí  a angústia que de mim se apossou ao saber hoje, pelo distinto jornal que V. Exª dirige, que afinal o meu sobrinho tinha passado a consoada a 30 km de Évora e que, ainda por cima ,nem sequer se tinha dignado ir visitar o seu amigo Sócrates. 
Compreenderá V. Exª a razão desta angústia: quem era, então, o embusteiro que se fez passar pelo meu sobrinho, enganando-me não só a mim como à mulher, aos filhos, à mãe, ao padrasto, ao irmão, à madrasta, à tia e aos primos do verdadeiro António Costa? E que, ainda por cima, foi obsequiado com presentes de Natal como se à família pertencesse? 
Ele sempre há cada uma! 
Não fosse haver jornais como o “I” e imagine-se só como a opinião pública andaria enganada… 
Bem haja, pois, V. Exª e o seu jornal pelos altos serviços prestados à verdade e à honradez informativa.

Creia-me, com a consideração devida,
Jorge Santos 
Advogado

Que dizer desta imprensa? E deste jornalismo de retrete?
http://www.ionline.pt/artigos/caso-socrates-portugal/antonio-costa-passou-natal-30-km-evora-nao-foi-ver-socrates