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quinta-feira, 5 de abril de 2018

Cinco cafés históricos literários de Paris - 2


Com vista sobre a Ópera, o Café de la Paix a viu desfilar desde 1862 numerosos escritores. No mais puro estilo Napoleão III com os seus dourados, colunas e teto pintado por Charles Garnier, o café foi inicialmente o restaurante do Grand Hôtel situado no n.º 2, rue Scribe. Graças aos Goncourt que o escolheram para almoçar com Daudet, o local virou moda. Maupassant frequentava-o assiduamente, tal como Victor Hugo, Émile Zola, e Oscar Wilde, Paul Valéry, André Gide, Tristan Bernard e Marcel Proust.. Antes de se instalar no Drouant, a primeira reunião da Academia Goncourt teve lugar no Café de la Paix. Hemingway frequentou este café, onde ele situou algumas passagens de O Sol também se levanta.


terça-feira, 29 de agosto de 2017

Leituras - 73


"Paris é uma Festa encontra-se na linha da melhor tradição de Hemingway. A visão a um tempo lúcida e desencantada da vida, ombreando paradoxalmente com a confiança e a plenitude dos anos de criação, o retrato objetivo de muitos dos grandes escritores da nossa época que, como ele, respiravam no ar de Paris o melhor estímulo de aprendizagem e formação, a evocação dessa cidade incomparável, com os seus bistros, os seus velhos castanheiros, os cais, os boulevards, as pontes, imprimem a Paris é uma Festa um lirismo saudoso e pungentemente dramático. Aí encontramos o jovem Hem, no começo de uma carreira que se ignorava se terminaria na ignomínia ou na glória. Aí o encontramos, de algibeiras vazias e a cabeça povoada de sonhos, atento aos mais simples prazeres da vida. Aí o encontramos, ainda moço e rebelde, pronto a invadir o mundo e a sacudi-lo com os abalos da sua rebeldia genial."

sábado, 14 de janeiro de 2012

Madame Hemingway

Só há dias dei conta que o livro a que me referi no dia 28 de setembro de 2011, The Paris wife, está traduzido pela Civilização com o título Madame Hemingway, ao preço de 17,90 €. A tradução é de Maria João de Andrade.
Aqui fica uma nota para quem o quiser ler.


http://oamigodecolares.blogspot.com/2011/09/hadley-hemingway.html

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Hadley Hemingway

Neste livro, The Paris Wife, que abarca os anos que Hemingway descreve em Paris é uma Festa, Paula McLain capta o coração de Hadley, a mulher do escritor, e a procura do lugar que ela tenta encontrar e ocupar no mundo de Paris, nos loucos anos 20. Embora sendo um trabalho de ficção, a narrativa é fiel aos factos, tais como conhecidos.

“There was only today to throw yourself into without thinking about tomorrow, let alone forever. To keep you from thinking, there was liquor, an ocean’s worth at least, all the usual vices and plenty of rope to hang yourself with.” (Hadley Hemingway)

Hadley e Hemingway, na Suíça, em 1922.

Elizabeth Hadley Richardson, primeira mulher de Ernest Hemingway, nasceu em 9 de Novembro de 1891, em St. Louis, no Missouri. Casou com Hemingway em 3 de Setembro de 1921. Moraram em Paris, Canadá e novamente Paris, desta vez já com Bumby, o filho de ambos. Divorciaram-se em 1927. Cinco anos mais tarde, ela voltou a casar com o jornalista Paul Mowrer, tendo falecido em 22 de Janeiro de 1979, na Florida.

Isto a propósito do filme de Woody Allen.

Post de A Sintrense.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Meia-noite em Paris


Woody Allen, Owen Wilson e Rachel McAdams falam sobre o filme "Meia-Noite em Paris".
O último filme do cineasta americano propõe uma viagem ao passado da cidade, à atmosfera dos anos 20, um tempo que, segundo Woody Allen, "não foi necessariamente o melhor".
A história centra-se num guionista que acompanha a noiva e os futuros sogros a Paris. Estando a escrever um livro, o protagonista regressa e "vive" a boémia parisiense dos anos 20, ao lado de personalidades como Ernest Hemingway, Pablo Picasso, Salvador Dalí, Scott Fitzgerald, Gertrude Stein, Cole Porter, Jean Cocteau, etc. Um filme surpreendente que em deu uma enorme vontade de ir a Paris. A mim e à Sintrense.