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sábado, 12 de setembro de 2015

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Dolmadas


Foto de Nico Tondini.

Não entendo porque não se faz este prato em Portugal. Temos tanta parra... Piada à parte. :-)

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

E se a Alemanha pagasse o que deve à Grécia?

O ministro das Finanças alemão mostrou-se hoje “muito cético” sobre a possibilidade de chegar a acordo com a Grécia na reunião do Eurogrupo e lamentou que os gregos tenham eleito um governo “que se comporta de maneira irresponsável”. “Sinto muito pelos gregos. Elegeram um governo que de momento se comporta de maneira bastante irresponsável”, disse Wolfgang Schauble em declarações a uma rádio alemã.
Segundo Schauble, a Grécia estava no bom caminho para resolver a crise até que chegou o novo governo presidido por Alexis Tsipras. O ministro alemão insistiu que, para receber ajuda dos outros países da zona euro, a Grécia tem que mostrar como no futuro vai assegurar os meios suficientes para financiar as suas próprias pretensões, Ou seja, os gregos terão de cumprir alguns requisitos mínimos para continuarem no euro. De momento, segundo Schauble, não há nada que indique que o Governo de Tsipras vai apresentar uma proposta.
Entretanto a Irlanda, um país que teve de recorrer à ajuda da União Europeia, do BCE e do FMI em 2010, mas já deixou o memorando e regressou aos mercados, acusa o programa de Tsipras de ser irrealista e recusa aliviar o nó da gravata dos gregos, conta o Financial Times. Está agendada para esta segunda-feira uma reunião em Bruxelas entre os ministros das Finanças da zona euro, na qual será discutida a possibilidade de prolongar os prazos para o pagamento da dívida grega. A Irlanda, que acabou por antecipar alguns pagamentos ao FMI, está contra.
O que os irlandeses “estão a dizer é: ‘nós fizemos o nosso trabalho de casa, não foi fácil, e parte desse trabalho de casa é deixar a Alemanha feliz, e os gregos estão a ser irrealistas'”, explica ao FT Tom Healy, diretor do Instituto de Investigação Nevin Economic.
O diário britânico descreve a atitude irlandesa, semelhante às de Portugal e de Espanha, como refletindo falta de solidariedade. Na génese desta postura, diz o FT, estão os esforços e as reformas levadas a cabo por cada um destes governos, e que a Grécia não fez. Esta posição irlandesa está a merecer várias criticas por parte da oposição, comentadores e economistas, que consideram que a Grécia mereceria outro tipo de apoio, mesmo que a Irlanda não tenha tido direito à folga que agora os gregos pedem (ou exigem).
“Temos desconsiderado os gregos e a sua situação. Não fizemos nada para nos posicionarmos para os ajudar”, acusou Michael McGrath, o porta-voz para as Finanças do partido da oposição Fianna Fáil. Já Stephen Kinsella, um economista da Universidade de Limerick, foi mais corrosivo na critica: “Eles [governantes alemães e irlandeses] têm os números de telefone uns dos outros; eles vão jantar fora juntos.”
Apesar do crescimento que se tem verificado da economia irlandesa, dos empregos criados e da boa performance nos mercados sem que o Estado Social sofresse um grande impacto, o FT recorda que existem eleições legislativas no espaço de um ano, o que pode, em caso de mudança de governo, levantar pontos de interrogação. E esta atitude do Governo poderá não ajudar a suavizar a situação no caso de os ventos mudarem. “Devíamos ser mais solidários quanto ao debate pan-europeu sobre a sustentabilidade da dívida”, defende a oposição pela voz de McGrath, recordando que a Irlanda é ainda “um país altamente endividado”.

Saída da Grécia da zona euro seria a pior solução, diz diretor do fundo de socorro do euro 

Já Klaus Regling, o diretor do fundo de socorro do euro (ESM na sigla inglesa), prefere uma atitude mais cautelosa quanto à eventual saída dos gregos do euro, conta o Wall Street Journal. “Seria a pior solução para a Grécia e para a zona euro”, disse numa entrevista televisiva no domingo, garantindo que tudo terá de ser feito para travar a situação.
“Quando um governo recentemente eleito tem diferentes prioridades do anterior é compreensível e não é nada de novo”, explicou Regling. “Também vimos este cenário quando o governo na Irlanda mudou a meio do programa”, disse, avisando que é possível fazer algumas alterações na caminhada sem que “a principal direção” seja afetada.
Kinsela, o economista da Universidade de Limerick, também prefere uma atitude prudente, que afaste esse cenário. “Se isso é um risco, a Irlanda deveria fazer mais ‘barulho’ construtivo.”

(Expresso, 16.2.2015)

domingo, 17 de junho de 2012

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Na Grécia, o povo é quem mais ordena


Carta aberta aos Presidentes do Parlamento Europeu, da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu e do Fundo Monetário Internacional

Nas eleições de 6 de Maio o povo grego exprimiu democraticamente a sua vontade, manifestando a sua oposição às condições impostas pelo programa de assistência financeira. Essas condições lançaram os gregos no desespero e na miséria. Pela sua brutalidade, as medidas do programa estão a dilacerar a sociedade grega, provocando rupturas incompatíveis com uma recuperação social e económica que salvaguardem padrões de vida aceitáveis para a dignidade de todo o povo.

Goradas as negociações para a constituição de um governo, os gregos vão regressar às urnas no próximo dia 17 de Junho. Trata-se de uma decisão enquadrada nas regras democráticas daquele país. Porém, está a assistir-se da parte dos mais altos representantes das instâncias internacionais a declarações que em nada facilitam uma solução ajustada à situação que se vive naquele país. Pelo contrário, as tomadas de posição já conhecidas vão no sentido de influenciar e condicionar a liberdade de escolha e decisão dos gregos, ao colocar na agenda política, ao arrepio dos tratados europeus, a sua saída da zona euro com todas as consequências daí decorrentes.

Por outro lado, no mesmo sentido da consulta eleitoral na Grécia, os resultados das consultas eleitorais realizadas recentemente em França, na Alemanha, em Itália e no Reino Unido deram um sinal inequívoco de que também naqueles países as populações estão a rejeitar as medidas de austeridade que lhes querem impor em nome de um ajustamento orçamental cujos exemplos já conhecidos em nada estão a contribuir para melhorar as economias, nem sequer se revelam úteis para atingir o apregoado objectivo de resolver o problema das suas dívidas públicas.

Por estas razões, os signatários desta carta aberta entendem que nas actuais circunstâncias se deve expressar todo o apoio e solidariedade ao povo grego, exigindo o cancelamento das medidas de austeridade que lhe foram impostas. Entendem também que os governos europeus não devem poupar esforços junto da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu para serem encontradas soluções que aliviem a tensão vivida em toda a Europa. Exigem, finalmente, que sejam respeitados os resultados das eleições de 17 de Junho enquanto escolha democrática do povo grego.

Assine em: www.nagreciaopovoequemaisordena.com

domingo, 27 de maio de 2012

Günter Grass critica a política europeia para a Grécia num poema


Escritor alemão publica poema intitulado "A Vergonha da Europa", sobre a crise na Grécia, opinando pela segunda vez em dois meses sobre assuntos de ordem política.

Depois de seu polémico poema crítico a Israel, o Nobel de Literatura Günter Grass dedicou versos à política europeia para a Grécia. Em 24 linhas publicadas pelo diário Süddeutsche Zeitung na sua edição deste sábado (26/05), Grass critica que logo a Grécia, berço do pensamento europeu, está sendo colocada na berlinda e condenada à pobreza.
Compreensão frente à ira dos gregos
O poema é composto por 12 estrofes de dois versos, nas quais Grass dialoga diretamente com a Europa: "Próxima ao caos, por não servir ao mercado, você está longe do país, que lhe serviu de berço", diz o escritor. Segundo ele, a Grécia está sendo colocada na berlinda como devedora e classificada como sucata.
Grass reclama ainda que a Grécia esteja sendo condenada à pobreza, na condição de "um país que quase não é mais tolerado". Além disso, ele acusa a Europa de oferecer a Atenas um copo de veneno: "Beba de uma vez, beba!, gritam os comissários em claque, mas Sócrates lhes devolve irado a taça cheia", escreve Grass, remetendo ao filósofo grego Sócrates que, depois de ser condenado à morte, tomou uma taça contendo veneno.
Outro tema polémico
No início de abril, Grass já havia desencadeado uma onda de indignação com a publicação do poemaWas gesagt werden muss (O que tem de ser dito), no qual acusa Israel de colocar a paz mundial em risco em função de seu poderio nuclear. Segundo o escritor, o Irão encontra-se ameaçado pela posição nuclear supostamente preventiva de Israel, que poderia exterminar a população iraniana.
O poema rendeu a Grass o rótulo de antissemita. O governo israelita declarou o escritor como persona non grata, proibindo sua entrada no país. Grass, de 84 anos, interpretou o ocorrido como uma campanha contra a sua pessoa.
Retirado daqui: http://www.dw.de/dw/article/0,,15979250,00.html com uns pequenos toques.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

O homem não sabe o que diz

 "Portugal (...) tem que ser mais alemão do que os alemães."
Diogo Feio no Público, 28 fev. 2012

Para já, podíamos devolver os submarinos à Alemanha - quem aventou esta hipótese foi o insuspeito ex-ministro Cadilhe.
E em que pensaria Diogo Feio? No facto da Alemanha ter vendido oito submarinos à Grécia quando esta já estava depenada? Quando a Siemens, uma empresa alemã, fez grandes negociatas no apetrechamento dos estádios para os Jogos Olímpicos de Atenas, quando toda a gente já sabia que a Grécia estava em dificuldades? Ou no não pagamento da dívida de guerra pela Alemanha à Grécia?