quinta-feira, 15 de março de 2012

Have you ever seen the rain?


Alguém canta "Have you ever seen the rain?" cá em casa. E "Have you ever heard a thunderstorm?"

Anthony Bourdain


"Nem tudo vai bem no Dreadnaught Grill - o chef é esquisito, o patrão foi preso pelo FBI e a máfia está a aparecer por lá. E, no meio tudo isto, Tommy - inocente chef adjunto com relações mafiosas - tenta cozinhar o perfeito arroz de marisco português. Mas quando um assassino profissional mata e desmembra um informador da polícia na área de lavagens, Tommy percebe que é tempo de tomar uma posição.
Com um cast inesquecível e uma intriga retorcida que uma travessa de  linguini, Um osso na garganta é um policial irreverente, delicioso e hilariante."
Um livro escrito por um conhecido chef de cozinha, que se lê rapidamente. Muito divertido, mas gostava de saber onde Tommy "tenta cozinhar o perfeito arroz de marisco português", como diz a sinopse da editora.
Foi o primeiro livro de Anthony Bourdain que li, mas não vai ser o último, pois preparo-me para começar Sarilhos nas Caríbas, outro policial também editado pela Âmbar.


Para o João que me ofereceu Um osso na garganta.

quarta-feira, 14 de março de 2012

terça-feira, 13 de março de 2012

E do outro lado, Sintra...



[...] E do outro lado, Sintra,

Serra que foi da lua,

Onde os olhos se alongam dos que partem
No convez dum navio entregue ao vento e à sorte.
E nela vão deixando angústias e tristezas,
Que em camadas de saibro e pedras se convertem,
E são como esculturas de saudades,
Erigidas, no espaço, eternamente.


Teixeira de Pascoais

segunda-feira, 12 de março de 2012

A ver: Vergonha

Fomos ver no sábado. Mais do que um retrato da sociedade contemporânea (como tinha lido), um filme sobre um viciado em sexo. Tenho ouvido dizer que a compulsão sexual é a que, de entre os vícios, é a mais dificilmente assumida pelas pessoas. 
Ontem postei uma canção que faz parte da banda sonora do filme, da responsabilidade de Harry Escott.

domingo, 11 de março de 2012

sexta-feira, 9 de março de 2012

A GATA

A tua gatinha está a ficar magra.
Outro mal não é senão amor:
mal que aos teus olhos cuidados a consagra.

Não sentes uma afligida ternura?
Como de um coração não lhe sentes o tremor
se a afagas com doçura?
A meus olhos é perfeita
como tu esta gata desabrida
mas como tu rapariga
e apaixonada, que sempre procuravas,
que sem paz em roda viva andavas,
e se dizia seres da loucura amiga.

É como tu rapariga.

Umberto Saba

Há dias A Sintrense ofereceu-me um livro de poesia de Umberto Saba, editado pela Assírio & Alvim, que tenho estado a ler. Entretanto vi que ele nasceu em 9 de março de 1883. 
Poema traduzido por José Manuel de Vasconcelos.