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sábado, 20 de julho de 2019

Leituras - 102




Terry Lennox parece estar finalmente a deixar para trás os dias de torpor alcoólico, quando a sua mulher milionária aparece morta. Obrigado a abandonar Los Angeles a toda a pressa, recorre àquele que sabe ser o seu único amigo: Philip Marlowe, detetive privado. Marlowe está decidido a ajudar um amigo em apuros, mas logo lhe chegam notícias de que Lennox se suicidara no México e tudo se torna ainda mais negro. Marlowe vê-se arrastado para um ambiente sórdido de ricos adúlteros e alcoólicos, que desfilam aos tombos pelo elegante e soalheiro Idle Valley de LA. Está convencido de que Lennox não matou a mulher, mas com quantos mais cadáveres terá de se deparar antes de descobrir a verdade? 
Publicado originalmente em 1953, O Imenso Adeus é considerado pela crítica o mais ambicioso romance de Raymond Chandler e aquele que mais inequivocamente dá provas de que o seu talento literário se estendia muito além da simples construção de um mistério policial. Um clássico obrigatório. (Sinopse.)

terça-feira, 23 de abril de 2019

Leituras - 100


Vou continuar a ler o último Vampiro, um clássico do policial da autoria de Gaston Leroux.
A menina Stangerson acabara de se retirar para o quarto quando um ruído de luta, um disparo e um grito de «Assassino!» ecoam pela casa.
Assim que a porta do quarto é derrubada, revela-se um cenário assustador: a jovem encontra-se caída numa poça de sangue, mas, apesar de a porta estar trancada e a janela ser gradeada, não há mais ninguém naquela divisão. Como é que o atacante escapou?
O misterioso crime intriga um jovem repórter, Joseph-Joséphin – mais conhecido como detetive Rouletabille –, que não descansará enquanto não descobrir o culpado. Publicado originalmente em 1907 é um dos mais famosos clássicos policiais de língua francesa, que, desafiando os mecanismos da lógica e tecendo uma trama cada vez mais arrepiante, há mais de um século mantém os leitores agarrados da primeira à última página.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Leituras - 89

Umas compras que fizemos na Feira do Livro


A Quadrilha de Rubber, terceira aventura da dupla Wolfe/Goodwin, escrita em 1936, é Rex Stout no seu melhor. Traduzido por Maria do Carmo Pizarro, foi republicada pela Livros do Brasil, na coleção Vampiro.
"Archie Goodwin, parceiro de Nero Wolfe e homem de ação, volta a ser o narrador bem-humorado desta história de ritmo veloz, onde a perspicácia do ocioso detetive amante de cerveja e de orquídeas confirma a sua superioridade, mesmo que desta vez isso quase lhe cause a morte.
Tudo começa quando a jovem Clara Fox é acusada de um roubo avultado dentro da empresa em que trabalha, a multimilionária Seaboard Products Corporation, mas o seu presidente não está convencido de que seja ela a culpada. Horas depois de Nero Wolfe receber o pedido para investigar este caso, uma outra visita bate-lhe à porta e solicita os seus serviços para resolver uma demanda nascida há mais de quatro décadas: um grupo de aventureiros resgatara um rapaz inglês nos tempos do Velho Oeste aceitando como pagamento um documento em que aquele se comprometia a entregar metade da fortuna da família, logo que a herdasse. E assim que se conhece a líder do grupo que agora reclama o dinheiro, torna-se claro que estes dois mistérios podem muito bem ser apenas um."

Rex Stout nasceu a 1 de dezembro de 1886 na cidade americana de Noblesville, Indiana. Após uma breve passagem pela Universidade do Kansas, alista-se na Marinha em 1906 e durante dois anos serve a bordo do iate Mayflower, do Presidente Roosevelt, como subtenente. Em 1916 cria um sistema bancário escolar que seria implementado em mais de quatrocentos estabelecimentos de ensino e que lhe garantiu lucros confortáveis, mas em 1927 abandona os negócios e passa a dedicar-se inteiramente à escrita. Publica três romances, que obtiveram críticas favoráveis, mas é com a sua primeira obra policial que alcança o reconhecimento do grande público: Picada Mortal surgiu em 1934 e com ela surgiu a personagem de Nero Wolfe, detetive excêntrico, amante de boa comida e de belas orquídeas, que, juntamente com o jovem assistente Archie Goodwin, viria a protagonizar dezenas de histórias.
Em 1959, Rex Stout recebeu a distinção de Grande Mestre pela Mystery Writers of America.
Morreu a 27 de outubro de 1975, em Danbury, no Connecticut, cerca de um mês após a publicação do seu último romance, Um caso familiar.

sábado, 21 de abril de 2018

Mike Hammer


Mike Hammer é um dos detetives mais implacáveis da história da literatura policial. Criado por Mickey Spillane, apareceu pela primeira vez em I, the Jury (1947). Acompanhado pela secretária Velda, por Pat Chambers, seu grande amigo e capitão da polícia de Nova Iorque, e por uma pistola Colt 45 que usa num coldre debaixo do braço esquerdo. Este livro vendeu seis milhões de exemplares. Escreveu treze livros com este detetive. Em 2008, Max Allan Collins continua a dar vida ao detetive Mike Hammer, tendo já publicado doze volumes.
Este detetive foi adaptado ao cinema e numerosos atores lhe vestiram em pele, entre os quais o próprio escritor. Mickey Spillane converteu-se às Testemunhas de Jeová em 1951.






Todas as obras de Mickey Spillane estão traduzidas em português, muitas delas publicadas na coleção Vampiro.



quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Thomas Ripley



Thomas Ripley é um personagem de alguns dos livros de Patricia Highsmith: Um Homem de Talento ou O Talentoso Mr. Ripley, O Amigo Americano,  Azul Cobalto (todos adaptados ao cinema) e ainda O rapaz que seguiu Ripley, Ripley debaixo de Água.
Patricia Highsmith nasceu no Texas, a 19 de janeiro de 1921, e faleceu em Locarno (Suíça) a 4 de fevereiro de 1995. Tornou-se mundialmente famosa, através dos seus romances policiais, de cariz psicológico. O seu livro mais conhecido é Strangers on a Train, em português O desconhecido do norte-expresso, várias vezes adaptado ao cinema. Deixou-nos centenas de histórias, por vezes macabras e onde o humor negro se encontra muito presente.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Bertha Cool e Donald Lamb

Esta agência de detetives é "personagem" de 29 romances policiais da autoria de A. A. Fair, pseudónimo de Erle Stanley Gardner.
A agência aparece, pela primeira vez, no romance The bigger they come (Divórcio sangrento), de 1939. Bertha Cool abriu a agência, em 1936, depois da morte do marido. Donald Lamb descreve-a como gorda, com cerca de 220 kg, e indiferente a esse facto. Em Spill the Jackpot (Jogo, mulheres e morte), de 1941, Bertha Cool perdeu cerca de 60kg, por ter estado doente com uma pneumonia. Além disso é descrita como avarenta e mesquinha. Donald Lamb, um engenhoso advogado, é contratado por ela, no início de Divórcio sangrento, vindo-se a tornar seu sócio.
Alguns dos romances foram adaptados ao cinema.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Nero Wolfe


Nero Wolfe é um detetive privado criado por Rex Stout, escritor norte-americano, nascido em 1 de dezembro de 1896 e que faleceu em 27 de outubro de 1975. Aparece, pela primeira vez, no livro Picada mortal, que foi publicado em Portugal, em 1963, na Coleção Vampiro (n.º 194).
Nero Wolfe é um excêntrico, obeso, bebedor de cerveja e gourmet. O seu passatempo é tratar de orquídeas. Tem como assistente Archie Goodwin que, ao contrário de Wolfe, é uma pessoa ativa.
Aparece em mais de 30 livros de Rex Stout.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Leituras - 3


"Depois do estrondoso êxito popular das aventuras de Sherlock Holmes, muitos foram os autores que seguiram na esteira de Conan Doyle, procurando criar personagens capazes de rivalizar com o Grande Detective no emprego da 'Arte da Dedução' por ele definida e aplicada. Um dos que mais se aproximou do mestre foi Sebastian Zambra, investigador especializado numa técnica a que Holmes só parece ter dado relevância, depois de se exilar no Sussex: a fotografia. Zambra vive em Londres (no Strand) e, em regra, é ele o narrador dos seus casos, todos eles pitorescos e solucionados a contento graças a raciocínios bem elaborados. Catorze anos antes de surgir o Dr. Thorndike – o mais célebre paradigma do 'detective cientifico', criado em 1907, por R. Austin Freeman -, Headon Hill (pseudónimo do escritor inglês Francis Edward Grainger) assume-se como pioneiro, ao criar um dos primeiros investigadores que recorrem a recentes avanços tecnológicos para obter ou fixar provas que permitam confundir o culpado e impedir que se furte ao justo castigo da malfeitoria cometida."
Recomendo este livro,  da colecção Vampiro (n.º 703), que estou a acabar de ler. E mais não digo porque o suspense é a alma do policial.
O escritor Francis Edward Grainger viveu entre 1857 e 1927.

sábado, 27 de agosto de 2011

Perry Mason

Perry Mason é outra das minhas figuras preferidas da literatura policial: um advogado criado por Erle Stanley Gardner que defende os seus clientes de acusações de assassínio em mais de 80 livros, o primeiro dos quais apareceu em 1933: O Caso das Garras de Veludo. O advogado é acompanhado por Della Street, sua secretária, e Paul Drake, investigador. O autor, americano, que viveu entre 1887 e 1970, era um advogado criminalista. Para além de escrever livros com o seu nome, usou vários pseudónimos: A. A. Fair, Kyle Corning, Charles M. Green, Carleton Kendrake, Charles J. Kenny, Les Tillray e Robert Parr.
Muitos dos seus livros foram adaptados ao cinema e deram séries de televisão.

Colecção Vampiro

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Maigret

Maigret
Escultura de Pieter d'Hont, inaugurada em 1966, em Delfzijl (cidade holandesa onde Georges Simenon escreveu o primeiro policial com a personagem Maigret)

Sou um grande leitor e um grande leitor de policiais. À frente de todos estes estão os livros de Maigret, essa figura de polícia, humana e comum, criada por Simenon. Livros que releio, muitas vezes como se o fizesse pela primeira vez.
Capas de Cândido Costa Pinto para a colecção Vampiro, editada pela Livros do Brasil. Estes volumes são, respectivamente, os n.ºs 83, 104 e 111 da colecção.