«Sou uma figura de romance por escrever, passando aérea, e desfeita sem ter sido, entre os sonhos de quem me não soube completar.» Bernardo Soares
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quarta-feira, 1 de setembro de 2021
terça-feira, 15 de setembro de 2020
Pequena elegia de Setembro
Pintura de R.Mazoyer
Não sei como vieste,
mas deve haver um caminho
para regressar da morte.
Estás sentada no jardim,
as mãos no regaço cheias de doçura,
os olhos pousados nas últimas rosas
dos grandes e calmos dias de setembro.
Que música escutas tão atentamente
que não dás por mim?
Que bosque, ou rio, ou mar?
Ou é dentro de ti
que tudo canta ainda?
Queria falar contigo,
Dizer-te apenas que estou aqui,
mas tenho medo,
medo que toda a música cesse
e tu não possas mais olhar as rosas.
Medo de quebrar o fio
com que teces os dias sem memória.
Com que palavras
ou beijos ou lágrimas
se acordam os mortos sem os ferir,
sem os trazer a esta espuma negra
onde corpos e corpos se repetem,
parcimoniosamente, no meio de sombras?
Deixa-te estar assim,
ó cheia de doçura,
sentada, olhando as rosas,
e tão alheia
que nem dás por mim.
Eugénio de Andrade
terça-feira, 1 de setembro de 2020
domingo, 9 de setembro de 2018
quinta-feira, 7 de setembro de 2017
terça-feira, 13 de setembro de 2016
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
sábado, 15 de setembro de 2012
Setembro II
Du Yuxi - Golden september, 1989
Mais uma escolha d'A Sintrense, de um pintor chinês já nosso conhecido.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Claude Théberge
A Sintrense vai-se ocupar da vinheta que, mensalmente, vai aparecer no blogue. Este mês escolheu um "Setembro" do pintor canadiano Claude Théberge, falecido em 2008.
Setembro, 1999
Romance de Outono, 2000
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