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terça-feira, 15 de setembro de 2020

Pequena elegia de Setembro

Pintura de R.Mazoyer 

Não sei como vieste,
mas deve haver um caminho
para regressar da morte.

Estás sentada no jardim,
as mãos no regaço cheias de doçura,
os olhos pousados nas últimas rosas
dos grandes e calmos dias de setembro.

Que música escutas tão atentamente
que não dás por mim?
Que bosque, ou rio, ou mar?
Ou é dentro de ti
que tudo canta ainda?

Queria falar contigo,
Dizer-te apenas que estou aqui,
mas tenho medo,
medo que toda a música cesse
e tu não possas mais olhar as rosas.
Medo de quebrar o fio
com que teces os dias sem memória.

Com que palavras
ou beijos ou lágrimas
se acordam os mortos sem os ferir,
sem os trazer a esta espuma negra
onde corpos e corpos se repetem,
parcimoniosamente, no meio de sombras?

Deixa-te estar assim,
ó cheia de doçura,
sentada, olhando as rosas,
e tão alheia
que nem dás por mim.

Eugénio de Andrade

sábado, 15 de setembro de 2012

Setembro II

Du Yuxi - Golden september, 1989

Mais uma escolha d'A Sintrense, de um pintor chinês já nosso conhecido.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Claude Théberge

A Sintrense vai-se ocupar da vinheta que, mensalmente, vai aparecer no blogue. Este mês escolheu um "Setembro" do pintor canadiano Claude Théberge, falecido em 2008.

Setembro, 1999

Romance de Outono, 2000