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domingo, 22 de março de 2020

Paisagem de Colares

João Vaz - Paisagem de Colares 
Viseu, Museu Nacional Grão Vasco

"De acordo com as convenções do sistema naturalista, João Vaz isola um pedaço de paisagem para a propor como alegoria da própria natureza que é bela sem finalidade, com silenciosa tranquilidade. A composição define, com eficácia, três planos: o primeiro, um chão seco onde a luz se concentra, preparando, por contraste, a erupção verticalizante dos corpos esguios dos pinheiros, definidores de um fluido plano intermédio, que se articula com o registo da distância, resolvido entre a mancha do vale com casario e a moldura da serra, pontuada por um vulto monumental, certamente o Palácio da Pena, em Sintra. O céu e as copas das árvores ocupam um terço do suporte, num efeito perspético de hábil sobreposição dos motivos, unificados por uma pincelada manchista que arrasta as cores em tonalidades tímbricas, dominadas pelos verdes azulados que, em pontos de fixação do olhar, abrem espaço a brancos e vermelhos matizados. 
Uma estética fotográfica subjaz ao trabalho do pintor que dá a ver a paisagem como se fosse um dispositivo óptico, registando um momento luminoso com uma aura intencional de permanência. É este jogo subtil entre o aparente instantâneo e a construção da eternidade – o tempo longo da natureza - que é o cerne da pintura naturalista: ao contrário da paisagem romântica, é como se o pintor não estivesse lá, oferecendo-nos o seu olhar como o nosso olhar, concentrando nessa perceção espelhada a impressão da beleza. 
 Como pintor, João Vaz foi, sobretudo, um marinhista, afeivamente fiel às suas memórias de menino da beira-rio, nascido em Setúbal."
Raquel Henriques da Silva

sábado, 14 de dezembro de 2019

quinta-feira, 28 de julho de 2016

domingo, 16 de agosto de 2015

Vinho de Colares

Diário de Lisboa, 4.1.1936

Puro! Hoje abrimos uma garrafa especialíssima para beber daqui a pouco.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

A Sintra de Domingos Schioppetta - 5

Tanque navegável na Várzea de Colares
Litografia de Domingos Schiopetta, c. 1830

"[...] as tardes na várzea de Colares, remando num velho bote, sobre a água escura da sombra dos freixos - e que risadas quando iam encalhar nas ervagens altas, e o chapéu de palha se prendia aos ramos baixos dos choupos!"
Eça de Queirós - O Primo Basílio

quarta-feira, 25 de julho de 2012

A Sintra de Domingos Schioppetta - 4

Colares, vista tirada de um dos lados da bela cascata da Quinta de José Dias 
Litografia de Domingos Schiopetta, 1830 

"Aquilo começara em Sintra, por grandes partidas de bilhar muito alegres, na Quinta do tio João de Brito, em Colares. [...] Ainda existiria o balouço debaixo do castanheiro? Ainda haveria o caramanchão de rosinhas brancas, ao pé do cupido de gesso que tinha uma asa quebrada?"
Eça de Queirós - O Primo Basílio

domingo, 17 de junho de 2012

Guia ilustrado de Sintra e arredores



2.ª ed. de um guia de Nuno Catarino Cardoso, editado em 1928.
Escolhi para reproduzir a parte do guia referente a Colares e ao Penedo.

Hoje, domingo, é um bom dia para passear por Colares e lanchar na Várzea.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Pobre Maria!


Encontrei cá em casa uma folha que pertence à Revista Ilustrada, com um crónica de Manuel de Castro Pereira sobre uma Maria que vivia no local que deu origem ao Retiro dos Pacatos, possivelmente o de Covas, Rio de Mouro.
O autor, Manuel de Castro Pereira, escreveu a crónica na Vigia, possivelmente onde habitava, em 1886.



quarta-feira, 11 de abril de 2012

Colares Velho



Há dias fomos ao Colares Velho - aqui perto de casa - onde já não íamos há bastante tempo. 
Há uns anos, uma taberna e mercearia foram transformadas em restaurante e salão de chá, espaços muito agradáveis, adaptados pelo José Costa Reis e pela Rosarinho Ganriel. A trouxa de couve lombarda recheada com vitela continua ótima.


Os lanches nesta sala continuam muito bons. Quando lá vou, a minha escolha é invariavelmente um chá Mariage Frères e scones com manteiga e doce de alperce.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Sintra e Colares

"Património Mundial desde Dezembro de 1995, Sintra oferece-nos inúmeros locais de interesse. As altas chaminés do Palácio Nacional de Sintra e o Palácio da Pena são alguns dos cartões de visita." 
Este mapa desdobrável refere-se à região de Sintra.
Por exemplo, em relação a Colares, nos restaurantes sugere a Ribeirinha de Colares, nos alojamentos a Estalagem de Colares e a Quinta da Capela e destaca a Adega de Colares. 


Estalagem de Colares e Quinta da Capela (exterior e interior).

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

De Sintra até ao mar


Foi apresentado há mais de um mês, na Estalagem de Colares (antigo Restaurante Camarão), este livro de Nuno Gaspar e Miguel Gaspar, editado pela Artlândia-books. Um livro com 250  imagens antigas, retiradas de postais e fotografias da colecção de Nuno Gaspar.
Os autores pretendem "transmitir aquilo que nas primeiras décadas do século XX, os nossos avós viam e sentiam num passeio de Sintra até às Azenhas do Mar. Com inicio no Ramalhão, percorre em imagens, e alguns textos explicativos dos monumentos e zonas mais importantes, S.Pedro de Sintra, a Vila Velha, Estefânia, Seteais, Monserrate, Castelo da Pena, Capuchos, Galamares, Colares, Praia das Maçãs, acabando nas Azenhas do Mar." Faça esta viagem por  €33,00 (preço do livro).