terça-feira, 17 de novembro de 2020

Leituras - 124

 Resta-nos ler, ver filmes e ouvir música. Este livro foi a minha última leitura:


Stephen "Hawking faz-nos uma visita guiada à história dos buracos negros, explicando os complexos paradoxos que os tornam tão intrigantes, assim como os difíceis desafios que estes colocam para a compreensão das leis universais. Para o professor, quanto mais perto estivermos de entender os buracos negros e o modo como desafiam as nossas noções de tempo e espaço, mais perto estaremos de desvendar os segredos do Universo. Escritas com simplicidade e o característico sentido de humor de Hawking, e acompanhadas de pertinentes anotações e divertidas ilustrações, estas palestras estão repletas de informações sobre buracos negros, a sua história e as várias teorias sobre a sua formação."

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Ao piano - 54

 

Rihard Jakopic - Ao piano (Noturno), 1912
Eslovénia, Galeria Nacional

Rihard Jakopic - Ao piano, 1907
Museu da Cidade de Liubliana

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Quem muito viu


Quem muito viu, sofreu, passou trabalhos,
mágoas, humilhações, tristes surpresas;
e foi traído, e foi roubado, e foi
privado em extremo da justiça justa;

e andou terras e gentes, conheceu
os mundos e submundos; e viveu
dentro de si o amor de ter criado;
quem tudo leu e amou, quem tudo foi

- não sabe nada, nem triunfar lhe cabe
em sorte como a todos os que vivem.
Apenas não viver lhe dava tudo.

Inquieto e franco, altivo e carinhoso,
será sempre sem pátria. E a própria morte,
quando o buscar, há-de encontrá-lo morto.

Jorge de Sena

sábado, 17 de outubro de 2020

A palavra


A palavra é uma estátua submersa, um leopardo
que estremece em escuros bosques, uma anémona
sobre uma cabeleira. Por vezes é uma estrela
que projecta a sua sombra sobre um torso.
Ei-la sem destino no clamor da noite,
cega e nua, mas vibrante de desejo
como uma magnólia molhada. Rápida é a boca
que apenas aflora os raios de uma outra luz.
Toco-lhe os subtis tornozelos, os cabelos ardentes
e vejo uma água límpida numa concha marinha.
É sempre um corpo amante e fugidio
que canta num mar musical o sangue das vogais.

António Ramos Rosa

domingo, 11 de outubro de 2020

Leituras - 123


"Lírico e meticuloso, O Som da Montanha é uma sublime descrição das agruras da velhice - o estreitamento gradual e relutante de uma vida humana, a par dos súbitos afloramentos de paixão que iluminam o seu desenlace.
De dia, Ogata Shingo, idoso homem de negócios de Tóquio, é atormentado por pequenos lapsos de memória. De noite, associa o rumor distante que lhe chega da montanha vizinha aos sons da morte. Pelo meio, as complexas relações que em tempos alicerçaram a sua vida: uma esposa difícil, um filho mulherengo e uma nora que nele inspira compaixão e frémitos de desejo.
Com esta transluzente teia de fios condutores, Kawabata urdiu um romance que é uma meditação, poderosa e serenamente observada, sobre a inexorável passagem do tempo." (Sinopse)
Aconselho a leitura deste livro de Kawabata.